Fundação AEP vai acelerar a sustentabilidade das PME do Norte e Centro – Diário de Aveiro

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Aveiro recebe apresentação do projeto PME FIRST, a 5 de maio, no Auditório da AIDA CCI. Sessão marca o arranque de um programa empresarial alinhado com as práticas ESG europeias

A Fundação AEP vai lançar o PME FIRST, um projeto criado para «reforçar a capacitação das pequenas e médias empresas portuguesas no domínio da sustentabilidade», através da adoção de práticas ESG (Environmental, Social, and Governance).

Este projeto conta com o apoio financeiro do COMPETE2030, no âmbito das ações coletivas.

A sessão de apresentação do PME FIRST realiza-se no dia 5 de maio, no auditório da AIDA CCI, na Zona Industrial de Taboeira, entre as 15 e as 17.30 horas, contando com o presidente da Fundação AEP, Luís Miguel Ribeiro, e o diretor executivo, Paulo Dinis, que apresentará o projeto e os seus principais eixos de atuação: informação, capacitação e boas práticas.
A sessão contará ainda com a presença de Tiago Ferreira, diretor executivo da Aliados Consulting, que irá apresentar a evolução do ESG – «da responsabilidade social corporativa ao ESG 2.0», onde será abordada a estratégia das empresas e os desafios e oportunidades da sustentabilidade, bem como as suas métricas. Também Carlos Torrão, diretor de Estratégia e Negócio Sustentável do Banco BPI, fará uma intervenção sobre “Financiamento – Mudanças Rumo à Sustentabilidade”, dedicada ao acesso ao financiamento e à crescente pressão sobre as empresas.
Mariana Fontes da Costa, professora de Direito, apresentará “O Pilar G – Governação das Empresas”, explorando o alinhamento do negócio e a sustentabilidade. A palestra final ficará a cargo de Rita Seabra, do Departamento de Instrumentos Financeiros e Transmissão Empresarial do IAPMEI, que irá partilhar conhecimentos, ferramentas e bons exemplos na sessão “Apoiar a Transição para a Sustentabilidade”.
Esta sessão marca o arranque oficial do projeto e dá início a um programa anual que reunirá um conjunto diversificado de iniciativas: ações de sensibilização, “workshops” de capacitação, partilha de boas práticas, encontros empresariais e o lançamento de uma plataforma digital.
«No âmbito do projeto, será ainda desenvolvido um estudo para identificar as barreiras e desafios que as PME enfrentam na adoção de práticas ESG e o impacto dessas dificuldades no acesso ao financiamento», explica a Fundação AEP, em comunicado. O estudo analisará o acesso ao crédito de PME com diferentes níveis de integração ESG, comparará resultados e produzirá contributos concretos para apoiar as empresas e promover um ambiente mais favorável à adoção de critérios ESG e ao acesso a crédito.
De «natureza coletiva e multissectorial», o projeto incide nas regiões NUT II Norte (com especial foco no Alto Minho, Área Metropolitana do Porto, Ave, Cávado, Tâmega e Sousa, Dou­ro, Terras de Trás-os-Montes e Alto Tâmega) e Centro (incluindo as Comunidades Intermunicipais da Região de Aveiro, Região de Coimbra, Região de Leiria, Viseu Dão Lafões, Beiras e Serra da Estrela, e Beira Baixa) e tem como principais objetivos «sensibilizar as PME para a adoção de práticas sustentáveis nos pilares ESG, reforçar a sua capacitação e competitividade no mercado global, promover a literacia financeira, facilitar o acesso a informação especializada e incentivar a adoção de atividades e práticas inovadoras que permitam a progressão na cadeia de valor e o acesso a financiamento».
Particular atenção será dedicada ao pilar “G” – Governança -, uma vez que a adoção de boas práticas nesta área é «determinante» para um desenvolvimento empresarial «sólido e sustentável».
As práticas ESG assumem um «papel central» na avaliação do desempenho das empresas, sendo cada vez mais consideradas por investidores e instituições financeiras na definição de condições de financiamento. Neste contexto, a Fundação AEP considera «fundamental» que as PME consigam estruturar e evidenciar a sua informação não financeira de forma consistente e sistematizada.
«O programa PME FIRST aposta em iniciativas com forte componente prática e orientadas para resultados de curto prazo, disponibilizando ferramentas que apoiem as empresas na integração das dimensões ESG no seu modelo de negócio e na sua articulação com o acesso a financiamento», lê-se ainda.